14 março 2006

Jeitinho porteño

Todo paulista sabe que no Rio de Janeiro deve contar seu troco direitinho e ter cuidado com prestadores de serviços a turistas, taxistas, etc. Meu ponto não é que cariocas sejam sacanas - há aproveitadores em todos os lugares - meu ponto é que algumas situações, como ser paulista no Rio de Janeiro, por exemplo, deixam um estrangeiro em situação vulnerável.

Buenos Aires, obviamente, não é diferente, e as hordas brasileiras que invadem periodicamente a cidade desde a desvalorização do peso são um alvo preferencial. As primeiras coisas que me alertaram quando cheguei foi "não confie nos argentinos" e "só tome os rádio-táxis".

A dica dos táxis é realmente importante. Futuros visitantes, anotem. Você nunca verá tantos táxis tão baratos quanto em Buenos Aires, mas tenha a preocupação em tomar aqueles que anunciam serviço de rádio-táxi no teto; são mais confiáveis. Distraído, ignorei esse alerta na semana passada e o motorista teve a cara-de-pau de tentar me passar uma nota de 50 grosseiramente falsificada (a tinta estava borrada!!), dizendo ainda que era de uma série nova e que eu não teria que trocar no banco. Ao reclamar, o safado tentou me empurrar outra nota falsa, de 20. Che, me tomas por boludo?!

Os próprios argentinos não-portenhos têm esse tipo de preocupação. Saí para tomar uns tragos com uns colegas outro dia; para evitar trampas, faziam questão de ir até o bar comigo e transmitir meu pedido ao garçom, evitando desperdício de valiosos pesos.

Uma coisa é desconfiar de todos quando se está em visita, mas quando se está vivendo no lugar (ainda que só há duas semanas) pode se tornar um tanto irritante. O jeito é relaxar e me acostumar, como os locais; da mesma forma que um carioca conta seu troco direitinho e o paulistano acha normal passar 4h por dia dentro de um carro.

3 comentaram:

Cid disse...

Ouvi dizer que um truque comum dos taxistas em BsAs, principalmente contra velhinhas, é trocar notas reais por falsas. Funciona assim: a mulher paga com uma nota verdadeira, o taxista a recebe, finge analisar e devolve dizendo que é falsa - e de fato é, porque ele terá trocado as notas...

Luisfel disse...

Em Londres nunca parei para desconfiar d enotas e moedas, mas no aeroporto a surpresa, a vending machine só aceitou UMA das moedas que trazia comigo, de 10 pence, as outras 3 libras e tantos pence eram todas de mentira.... Comprei um refrigerante, mais caro, numa lanchonete, e devolvi as falsidades aos britânicos...

Anônimo disse...

Hummm, quero deixar registrado que taxistas costumam querer dar uma de espertinhos em qq cidade do mundo.

Nunca tive problema com eles em Buenos Aires, talvez eu tenha cara de brasileira pobre, rs

Estive na Patagônia Argentina em Outubro, e amei! Mas não deve chegar aos pés do mistério da Antartica, nem do frio.

Bem, serei mais uma brasileira a invadir BsAs na semana santa. O Nordeste brasiliero virou lugar apenas para quem tem euros, muitos mesmo!

Boa sorte nessa cidade que eu amo!

Daniela
tuttydani@hotmail.com